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ACMR encerra treinamento de catadores de recicláveis em Marmeleiro

por Evandro Artuzzi em 24 de outubro de 2018 16:04
por Evandro Artuzzi em 24 de outubro de 2018 16:04
Esta matéria utiliza fontes de: Redação com assessoria
Conhecimento, satisfação e crescimento, palavras que definem os resultados de seis meses de capacitação realizada pelo Programa Ecocidadão- Provopar/Sanepar com a Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Marmeleiro-ACMR.

Durante o encerramento dos 8 módulos do programa, nesta terça-feira, 24, os associados contaram também com a presença do prefeito de Marmeleiro, Jaimir Gomes, do vice- prefeito, Altair Gabriel, do Diretor de Meio Ambiente, Andrei Oliveira, da chefe de Divisão de Gestão de resíduos, Marilete Chiarelotto, e  o contador da ACMR, Waldir Pereira de Lima. Além das dinâmicas de grupo, os associados receberam do instrutor do Ecocidadão, Marcelo Gonçalves, uma muda da espécie de árvore símbolo da cidade, o Marmeleiro, para que cuidem e preservem da mesma forma como farão com a Associação.
Desde março foi trabalhado com os associados a formação de empreendedorismo, gestão associativista, cooperativista e sustentabilidade para grupos de trabalhadores do setor de reciclagem.

No ano passado, a Associação foi implantada com o auxílio da Administração Municipal de Marmeleiro, com a finalidade de fazer a coleta e triagem do lixo reciclável no município.  Atualmente são 15 associados. E após o programa de capacitação a realidade  é bem diferente.

O prefeito de Marmeleiro, Jaimir Gomes, comentou durante o encerramento das atividades que “é um momento histórico para o nosso município onde um grupo de pessoas estará trabalhando e cada um se tornará empreendedor e  com isso,  vão melhorar a qualidade de vida de todos os nosso munícipes e claro, em especial,  da própria vida. Para nós,   termos esse programa em nosso município é grandioso”.

O técnico Ambiental do Ecocidadão, Marcelo Conçalves, lembrou que através do Programa a Associação recebeu a formalização e capacitação para que os catadores possam auxiliar o Município no atendimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos.  E o resultado foi surpreendente.

A recicladora Sandra Mara Bueno participou de todos os módulos  e para ela  tudo mudou bastante. “Sinto que antes era como se estivéssemos com uma venda nos olhos e agora sabemos o que estamos fazendo e o que precisamos fazer. Para nós  foi um crescimento e desenvolvemos para nós”, contou a associada.

Para o Jonas Real, também associado, o programa trouxe muitas mudanças positivas.  “Antes a gente não tinha nenhum conhecimento. Do jeito que era agora, mudamos 100% , a começar pelo respeito entre nós e até como ganharmos dinheiro com o nosso trabalho”, declarou o associado,  feliz da vida.

O Diretor de Meio Ambiente, Andrei Oliveira, considerou que “a evolução dos recicladores perceptível e muito gratificante. Antes eles não tinham o conhecimento de como fazer o trabalho sendo associados e por isso, foi muito importante essa capacitação. Para o município significa na prática que teremos o melhor aproveitamento do material, diminuição do resíduo que vai para o aterro e o fortalecimento da equipe. Com a Associação também foi possível adquirir recursos para dar mais condições de trabalho ao grupo”.

Na avalição de Marcelo Gonçalves, instrutor do Programa Ecocidadão- Provopar/Sanepar, o resultado é muito bom. “Quando cheguei eles eram apenas um grupo de trabalhadores, não eram uma associação na sua essência. No início eu fiquei bem assustado pela falta de gestão própria dos catadores. Eles não tomavam conta do próprio negócio, algo que deveria e não estava acontecendo. Mas, com o passar do tempo, eles foram entendendo que a associação é deles e eles deveriam fazer ela crescer.  Então, tomaram conta das suas responsabilidades e hoje a associação mudou muito mesmo. Tem muito a crescer e se desenvolver mas, em seis meses  de trabalho andaram muito”, avalia.

Marcelo lembra que “temos associações com um ano ou dois que, a gente trabalha e eles não conseguem ter esse resultado de Marmeleiro”. E continua explicando que a Associação tem características que difere de outras e isso trará benefícios para todos. “Primeiro, são moradores daqui, eles vão ganhar o dinheiro deles, e vai movimentar a economia local. Também por serem daqui, eles vão ter contato com a maioria das pessoas e vão ajudar bastante o município na educação ambiental, orientando as pessoas para que façam corretamente a separação do material. Assim, melhoram a qualidade de vida no município, melhoram a renda familiar e ajudam na sustentabilidade do planeta e isso, é fantástico”, conclui o instrutor Marcelo.
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