Com novos valores do piso do magistério, prefeituras da região de Palmas/PR precisam reajustar salários

por Guilherme Zimermann em 10 de Janeiro de 2018 9:46
por Guilherme Zimermann em 10 de Janeiro de 2018 9:46

Por enquanto, as prefeituras da região de Palmas, Sul do Paraná, estão cumprindo com a lei do piso do magistério, que até o final de 2017, determinava o pagamento inicial de R$ 1.149,40 para professores que trabalham 20 horas semanais e R$ 2.298,80 para 40 horas.

Porém, com o reajuste do piso neste mês de janeiro, os novos valores passam a ser de R$ 1.227,68 para 20 horas e de R$ 2.455,35 para a jornada de 40 horas semanais, e apenas um município está com salários dentro dos valores reajustados, até o momento. As informações fazem parte de um levantamento exclusivo, feito pela Gazeta do Povo.

Na microrregião de Palmas, Mangueirinha é o município que paga o maior salário para o magistério, R$ 1.555,06 para a jornada de 20 horas – valor 35,29% acima do piso de 2017 e 26,67% acima do valor reajustado para 2018.

Em Coronel Domingos Soares, os professores da rede municipal recebem R$ 1.158,02 para 20 horas e R$ 2.316,04 para 40 horas. O valor está pouco acima do piso de 2017, mas precisa ser reajustado para se equiparar ao deste ano.

Já as prefeituras de Palmas, Clevelândia e Honório Serpa cumprem apenas o que manda a lei – R$ 1.149,40 para 20 horas, e também precisarão se reajustar para respeitar o novo piso salarial.

O outro lado

Conforme reportagem da Gazeta, as entidades que representam os municípios defendem os prefeitos, reconhecendo a necessidade de valorizar os profissionais da educação, e de cumprir a lei, mas apontam uma série de dificuldades. Um dos problemas mais citados é o fato de que o piso aumenta, ano a ano, bem acima da inflação.

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, destaca que o piso é necessário, mas que a prefeituras não conseguem bancar a atual fórmula de reajuste – baseada num conjunto de fatores que envolve o custo anual por aluno. A CNM defende que seja logo aprovado o projeto de lei, que tramita no Congresso, fixando o índice de inflação do ano como indicador para o reajuste do piso do magistério.

Na visão do presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Marcel Micheletto, no ritmo crescente das despesas obrigatórias, as prefeituras vão entrar em colapso em breve. Segundo ele, muitas vezes as prefeituras acabam tirando de outras áreas importantes para cumprir a lei do piso. Ambas as entidades culpam o governo federal pela escassez de recursos para as prefeituras.

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