As sete frases de Francisco

por Luiz Carlos em 18 de setembro de 2017 9:16
por Luiz Carlos em 18 de setembro de 2017 9:16

O primeiro objetivo da frase é “dizer apenas o necessário”. Dizendo-nos o necessário, isto já nos basta, porque assim temos uma “ideia completa” do assunto em questão. Sou apreciador de frases de todos os gêneros literários. Elas me ajudam muito, me levam à reflexão e à imaginação e a possibilidade de pensar diferente. Via de regra, não tenho memória suficiente para guardá-las e repeti-las exaustivamente em todos os lugares e ambientes. Quando muito as escrevo em textos, emails e cartas personalizadas.

Mas, aqui neste artigo semanal desejo citar 07 frases do Papa Francisco que me dão conteúdo necessário e completo para eu pensar/refletir sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual, ou dizendo de outra maneira, conteúdo para eu anunciar o Evangelho com alegria, segundo a proposta do Pontífice na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, Alegria do Evangelho:

  1. Não nos deixemos roubar o entusiasmo missionário!
  2. Não deixemos que nos roubem a alegria da evangelização!
  3. Não deixemos que nos roubem a esperança!
  4. Não deixemos que nos roubem a comunidade!
  5. Não deixemos que nos roubem o Evangelho!
  6. Não deixemos que nos roubem o ideal do amor fraterno!
  7. Não deixemos que nos roubem a força missionária!

As sete frases do Papa estão todas no II Capítulo da Exortação supracitada. Nele, o Sucessor de Pedro aborda “na crise do compromisso comunitário” e seus desafios. Ele não fez um “diagnóstico” das diversas crises que afetam a humanidade hoje. Ele quer tão somente oferecer aos católicos cristãos um “discernimento segundo o Evangelho de Jesus Cristo”. Para os “diferentes desafios da realidade contemporânea” são necessários critérios evangélicos de avaliação e de decisões, segundo o Papa quando nos propõe as sete frases.

Não deixemos que nos roubem…” – existem “ladrões” caracterizados e às vezes, disfarçados, que nos enganam, nos mentem e nos propõem uma vida superficial, efêmera, sem sentido, vazia de valores, como se tudo fosse relativo. Querem nos roubar o entusiasmo missionário, a força da missão, a alegria da evangelização, da saída, de ir ao encontro de novas pessoas, novas culturas e novas comunidades! O cristianismo é essencialmente comunitário. Sua expressão se dá na comunidade como lugar de encontro, de confraternização, de comunhão, de partilha, de entrega, de reciprocidade, a comunidade é um lugar teológico, de seguimento e identificação com Jesus e seu projeto de Reino de Deus; querem nos roubar o autêntico Evangelho e cada um quer impor o seu “próprio evangelho”; querem nos furtar o ideal do amor fraterno, do amor de entranhas, do amor do compromisso, da aliança comunitária selada por Deus, através de seu filho Jesus Cristo com a humanidade. Este é o amor salvífico. Seremos salvos pelo amor e no amor concreto, testemunhado pela entrega de Jesus Cristo. Ele não é verso, ou poesia, nem mesmo um romance! É o autêntico amor e amor aos outros, é o amor samaritano, o amor da inclusão, amor oblativo, especialmente dos caídos à beira das estradas de nossa Igreja Diocesana, neste imenso Sudoeste do Paraná.

Agora a missão é nossa e de nossas comunidades. Não basta memorizar as sete frases do Bispo de Roma, e repeti-las com entusiasmo incontido. O papa disse o “necessário”. Somos todos responsáveis para superar esta “crise do compromisso comunitário” e compromissos sociais, familiares, culturais e políticos. A hora é agora! É o tempo do discernimento, o tempo de estarmos atentos, evitando os as surpresas dos “ladrões” das horas impróprias e incertas. A incerteza é a única certeza. Enquanto dormimos, o ladrão vigia. Portanto, cabe-nos a vigilância na incerteza (cf. Mt 24, 42-44).

Não deixemos que nos roubem...”: Caro leitor. Podemos continuar as frases de Francisco. O que estão nos roubando neste tempo, neste momento de nossas vidas e em nossas famílias e comunidades?

Dom Edgar Ertl

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