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Mês de outubro: “Juntos na missão permanente”!

por Luiz Carlos em 2 de outubro de 2017 9:13
por Luiz Carlos em 2 de outubro de 2017 9:13

Estamos em outubro. É o mês que a Igreja dedica à reflexão sobre a missão de todos os batizados. Neste ano o tema que nos foi proposto pelas Pontifícias Obras Missionárias: “A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída” e o lema: “Juntos na missão permanente”.

A palavra Missão significa envio, enviado. A resposta proclamada com prontidão: “Eis-me aqui”! Missão é o ato de enviar alguém. O termo missão procede da palavra latina missio ou do verbo mittere, que significa enviar (missus = enviado). Missão, então é incumbência, tarefa, obrigação, encargo, vocação. Existem diversos tipos de missão: diplomática, de guerra, de paz, científica, religiosa. A missão é, portanto, um envio; e o missionário: um enviado! É enviado por alguém a alguém.

Jesus Cristo é o enviado do Pai, porque enviado por ele para prolongar sua própria missão redentora e salvadora em benefício de toda a humanidade. E Jesus recomenda aos seus discípulos a razão da missão universal, sem fronteiras, ultrapassando os limites geográficos de Israel ou do povo judeu: “Ide fazer discípulos entre todos os povos/nações” (Mt 28,19). Eles recebem de Jesus a promessa do Espírito Santo como força para continuarem a missão que Ele recebeu do Pai: “Recebereis a força do Espírito Santo que virá sobre vós e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, na Judéia, na Samaria e até os confins do mundo” (At 1,8).

Este é o conteúdo fundamental da missão que Jesus transmite aos seus discípulos e a todos os que se fizeram cristãos pelo batismo: “Suas testemunhas”. A missão é uma característica própria do cristianismo. A Igreja, a Diocese de Palmas – Fco. Beltrão não existem para si, existem para a missão, logo é um desafio permanente. Duas tarefas principais cabem à Igreja e a cada crente/cristão: dar testemunho do Evangelho (evangelização) e servir aos homens e mulheres (diaconia). Ainda a difusão da fé, fundação de novas comunidades

Na Exortação Apostólica “Alegria do Evangelho” do Papa Francisco, relendo-a nestes dias, duas frases, entre outras me prenderam a atenção quanto ao tema da missão da Igreja e dos cristãos e que nos servem de oração e reflexão neste mês dedicado às missões: Disse o Papa: “Não nos deixemos roubar o entusiasmo missionário!” e “Não deixemos que nos roubem a força missionária!”. A missão deve ser a pupila de nossas atividades apostólicas diocesanas e de todas as nossas paróquias e comunidades. Em todas as pastorais, movimentos e serviços eclesiais deveríamos refletir em chave missionária, em Igreja, Diocese e fiéis em saída. Nunca deveríamos perder o ardor e a força missionária ou deixar-nos ser roubados na preocupação do Pontífice. Francisco nos alerta que existe o perigo do “roubo” do entusiasmo e da força, ou seja, da prontidão para a missão, da disponibilidade. Ele está dizendo-nos que já fomos mais missionários, mais disponíveis, mais corajosos, mais cristãos católicos em saída.

Todos deveríamos buscar a missionaridade como projeto de vida e de vocação cristã. Deveríamos ser alegres e cheios de esperança pelo fato de podermos testemunhar a Boa Notícia de Jesus Cristo onde fosse necessário.  Poderíamos e deveríamos ter em mente e no coração tão somente o critério fundamental do Evangelho: “Eis-me aqui”. “Estou pronto”. “Envia-me, Senhor, para onde quiseres”. Onde estão os/as missionários/as entusiastas, convictos e proféticos de um tempo bem recente? O que está acontecendo conosco, com nossas comunidades? Por que estamos recuando quando se fala em missão nalguns lugares?. Noutras vezes temos até dificuldade de encontrar pessoas para alguns serviços apostólicos dentro da própria diocese? Temos lugares apostólicos que são preteridos! Pasmem! Ou por que estamos procurando e cuidando de nossas “zonas de conforto”, nossas estabilidades e comodidades, nossos interesses pessoais?

Enfim, o que podemos fazer concretamente, com atitudes de disponibilidade e corresponsabilidade, neste mês de outubro de 2017, “mês das missões” para a evangelização com paixão e prontidão apostólica, na Diocese de Palmas/Beltrão, com ações missionárias?

Dom Edgar Ertl

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