Epifania do Senhor

por Luiz Carlos em 5 de Janeiro de 2018 7:43
por Luiz Carlos em 5 de Janeiro de 2018 7:43

Neste domingo, 07 de janeiro de 2018, celebramos a Epifania do Senhor, sua manifestação à humanidade. Ele que se revela “como amor de Deus a todas as gentes”. Na festa da Epifania celebramos a manifestação de Jesus às nações, figuradas pelos reis magos que vão ao encontro do recém-nascido, Jesus Menino, o Deus-criança, o Emanuel, deitado na manjedoura, com Maria, sua mãe. Foram os Magos guiados pela estrela, sinal da ajuda de Deus, perturbando o sossego do Rei Herodes e toda a cidade de Jerusalém. Eles foram em busca do Salvador, do redentor da humanidade. Para Herodes Jesus é um rival perigoso, a ser eliminado. É uma ameaça aos seus interesses. Ele sabia da esperança messiânica dos judeus. A intenção de Herodes era despistar os visitantes do menino nascido às margens da população.

Celebramos a nova luz entre nós ou como profetiza Isaias: “Levanta-te, acenda as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor”. A luz da eternidade que ilumina toda a humanidade é Jesus Cristo. Ele, o desconhecido dá-se a conhecer. Mostra-se. Revela-se. A manifestação de Jesus Menino diz respeito a seu reconhecimento por um grupo de magos desconhecidos que guiados por uma estrela, vêm de longe para “adorá-lo”. Guiados pela estrela os magos sentiram uma alegria muito grande ao verem o Menino pobre e frágil deitado no presépio e, diante dele se prostraram e ofereceram seus presentes. Não tiveram dúvidas. “Encontraram a pessoa certa”. Que alegria os magos sentiram neste encontro!

Em cada Eucaristia nós somos convidados a reviver o mistério desta festa, sendo iluminados pela vida de Cristo como os magos e convidados a assumir com alegria renovada o nosso compromisso batismal no meio da Igreja diocesana de Palmas – Francisco Beltrão, no meio de nossas comunidades, lugares de manifestação de nossa fé comprometida com o Evangelho de Jesus Cristo.

Que a exemplo dos magos, nossa vida também seja uma peregrinação rumo a Belém, rumo ao lugar onde Cristo continua nascendo – no seio de nossas famílias e comunidades. E que lhe entreguemos todos os nossos dons: o ouro de nossa caridade, o incenso de nossas preces, a mirra de nossas fadigas e lutas diárias. Estamos como povo de Deus, sempre busca do Salvador, mesmo que às apalpadelas, às vezes, nas noites escuras, nas turbulências e desafios, mas queremos encontrar um sentido para a vida. Esse é o percurso dos discípulos. O caminho do discipulado é feito de busca e de encontro com Jesus, o salvador.

Na Exortação Evangelii Gaudium do papa Francisco temos a resposta. “A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus” (n. 1). Ele os acolheu. Ele é a manifestação às nações todas. Ele é o presente de Deus à humanidade. Ele é a luz prometida pelos profetas e confirmada pelo salmista: “As nações de toda a terra hão de adorar-vos, o Senhor”. Caros leitores, também nós somos convidados a abrir o nosso coração e deixar-se tocar por seu amor. Vamos ao seu encontro para sentir cada vez mais em nossas vidas a força e alegria que os magos sentiram. Vamos à procura dos que ainda não conhecem Jesus Cristo e sua proposta. E são tantos!

Batismo de Jesus por João Batista

Depois da Epifania celebra-se o batismo de Jesus e concluímos o ciclo do Tempo do Natal e dá início do tempo chamado “Tempo Comum”. A conexão desta festa com o Natal sugere o novo nascimento do cristão em Cristo. Entra em cena o profeta João Batista, o batizador. Enquanto batizava o povo, na fila, Jesus também recebeu o batismo. Jesus foi também mergulhado nas águas do Jordão. Este mergulho significa que Jesus mergulhou nas profundezas da humanidade, isto é, desce até as profundezas da fragilidade humana, até o ponto de ser batizado com os contemporâneos, sem ser pecador, em solidariedade a eles. E neste batismo está a origem do batismo cristão. O batismo nos configura a Cristo e com ele assumimos o compromisso do anúncio da Boa Notícia como discípulos missionários, porque no batismo recebemos e adquirimos nossa “cidadania cristã e eclesial”.

Dom Edgar Ertl

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