Eleições: o poder é serviço ao povo!

por Luiz Carlos em 5 de outubro de 2018 9:04
por Luiz Carlos em 5 de outubro de 2018 9:04

Dom Edgar Ertl

E como cristãos perguntamo-nos qual foi a proposta de Jesus Cristo?  Ele não apresentou nenhuma proposta política própria. Mas o Reino que Ele prega, já está se construindo no dia a dia da luta pela justiça, pelos direitos dos pobres, excluídos e dos que vivem à margem da sociedade em todos os sentidos. E Jesus, por sua própria prática, mais do que por palavras, define os critérios para o exercício do poder. Vamos conhecê-los, pois, entamos, caros leitores, às vésperas das eleições em todo o Brasil, neste domingo, 07 de outubro de 2018.

1.Todo poder vem de Deus. O povo respeita a autoridade de Jesus, pois vê n’Ele alguém mandado por Deus (cf. Mt 21,23; Mc 1,22; Rm 13,1).

  1. O poder é um serviço. Por ser de Deus, o poder não pode ser usado para dominar, mas sim, para servir. A liderança de Jesus não foi populista. Ele foi ao povo porque o amou e sendo pobre, sentiu na carne a mesma opressão que o povo. O modelo que Ele deixou é de servir o povo no que precisar, sem se promover… E por causa disso, Deus o valorizou por ter sido fiel na sua missão até a morte.
  2. O poder também vem do povo. A autoridade de Jesus era baseada na confiança que o povo tinha nele. E por causa dessa confiança, a classe dominante tinha medo de mexer com Jesus (cf. Lc 19,48).

Destes decorrem o que segue:

  1. Precisamos de bons políticos. Ouçamos o Papa Francisco: “Há necessidade de dirigentes políticos que vivam com paixão o seu serviço aos povos, solidários com os seus sofrimentos e esperanças; políticos que anteponham o bem comum aos seus interesses privados, que sejam abertos a ouvir e a aprender no diálogo democrático, que conjuguem a busca da justiça com a misericórdia e a reconciliação”. Logo, podemos, então, definir a missão dos políticos que elegeremos para os próximos quatro anos como servidores da nação brasileira, a serviço do Estado do Paraná, a serviço do povo sudoestino, a serviço das coisas públicas. Porque a política está a serviço do bem comum.
  2. 5. Voz da Igreja do Brasil: “Vêm à tona escândalos de corrupção sem precedentes na história do país. É verdade que escândalos dessa natureza não tiveram início agora; entretanto, o que se revela no quadro atual tem conotações próprias e impacto devastador. São cifras que fogem à compreensão da maioria da população. Empresários, políticos, agentes públicos estão envolvidos num esquema que, além de imoral e criminoso, cobra o seu preço”.
  3. Candidatos? A palavra “candidato” vem de “cândido”, puro, branco. Originou-se na Roma antiga, onde aqueles que disputavam cargos eletivos eram obrigados a desfilar pelas ruas trajando vestes brancas, forma de demonstrar a pureza de sua vida e de seus propósitos. Cabia aos cidadãos aceitar a apresentação ou jogar lama nos camisolões brancos daqueles que estavam enganando o povo.
  4. Candidatos e as reeleições. O que eu sei sobre o mandato anterior? Quantos mandatos meus candidatos já ocuparam? Atenção. Evite votar em quem se perpetua nas funções políticas. Uma reeleição basta. Se passar disso já é “emprego” e “profissão rentável”. Quais são os pontos fortes, positivos, e quais são os pontos vulneráveis de meus candidatos? O que ele publica nos meios de comunicação e nos chamados “santinhos”, é verdade? Tem uma história de promoção de justiça e favorecimento dos direitos de todos ou tem trazido verbas e benefícios aos municípios nos últimos doze meses? Ele participou ou foi conivente com escândalos e fraudes? Uma pergunta séria que devo fazer-me: o que justifica a sua reeleição?
  5. Compromissos honrados e transparência. Finalmente, antes de irmos às urnas neste domingo devo pensar: os bons políticos são conhecidos pelos compromissos honrados e pelo interesse em ralação às necessidades da população do Sudoeste, do Paraná e do Brasil. A transparência é fundamental. Lembre-se. Compromisso com políticas públicas em favor de todos. Que defendam a promovam a dignidade da vida, a inclusão dos pobres, dos deficientes, dos idosos e dos jovens. O voto é a nossa melhor arma para alcançar isso.

 

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