A missão da Diocese de Palmas – Francisco Beltrão

por Luiz Carlos em 18 de Maio de 2018 8:23
por Luiz Carlos em 18 de Maio de 2018 8:23

A missão da Diocese de Palmas – Francisco Beltrão:

Do Cenáculo de Jerusalém às 47 paróquias e suas comunidades!

A missão da Igreja é evangelizar. É seu dever. Ela é o sujeito primário da evangelização. A missão da Diocese de Palmas – Francisco Beltrão é evangelizar. Evangelizar é tornar o Reino de Deus presente no mundo, em todos os tempos e lugares, para que a fé e o seguimento a Jesus Cristo se estendam a todos os cantos da terra. Ele veio anunciar o Evangelho da paz e inaugurar o reinado do Pai. E o Apóstolo Paulo interroga-se: “Ai de mim, seu eu não anunciar o Evangelho!” (1Cor 9,16).

Então, vamos aos fundamentos do parágrafo precedente. Jesus deu aos discípulos orientações pastorais e missionárias: “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulas, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. […] Estarei convosco sempre, até o fim do mundo” (Mt 28,19-20). Atribuiu a mesma missão aos apóstolos que escolheu para estarem com ele: “Ide por todo o mundo, proclamando a boa notícia a toda a humanidade” (Mc 16,15).

Mas o mandato de Jesus aos discípulos fora confirmado no dia de Pentecostes. No “andar superior”, no Cenáculo de Jerusalém, neste local em que a Igreja teve o seu início pela ação do Espírito Santo. O grupo dos que se reuniram para aguardar o Espírito Santo era em torno de cento e vinte pessoas (cf. At 1,15). Jesus tinha dito aos discípulos: “Permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do alto” (Lc 24,49). O Mestre não queria que seus discípulos fossem proclamar a mensagem evangélica, sem antes terem recebido o Espírito Santo.

Finalmente chegou o dia de Pentecostes e o Espírito Santo se manifestou sobre eles, enquanto estavam reunidos em oração. “Todos eles, com algumas mulheres, a mãe de Jesus e seus parentes, persistiam unânimes na oração” (At 1,14). Maria permaneceu no Cenáculo do seu Filho para implorar o dom do Espírito Santo para a Igreja Missionária, que devia ganhar o mundo, até os “confins da terra” (cf. At 1,8).

Disse o papa Francisco: “Um evento de graça que encheu o Cenáculo de Jerusalém para se estender ao mundo inteiro”. Segundo a Encíclica Missionária Redemptoris Missio, de São João Paulo II, o Pentecostes de Jerusalém constituiu para os apóstolos uma experiência transformante: “Depois da Ressurreição e Ascensão de Jesus, os Apóstolos viveram uma intensa experiência que os transformou: O Pentecostes. A vinda do Espírito Santo fez deles testemunhas e profetas, infundindo neles uma serena audácia que os levou a transmitir aos outros sua experiência de Jesus e a esperança que os animava. O Espírito deu-lhes a capacidade de testemunhar Jesus ‘sem medo’” (RM 24). O Espírito Santo é a alma da missão da Igreja com certeza. O sucedido em Jerusalém não é um fato distante, mas um fato que nos alcança e se torna experiência viva em cada um de nós que formamos em 2018 a Igreja Diocesana de Palmas – Beltrão.

Jesus Cristo, no envio do Espírito Santo, deu à sua Igreja a tarefa missionária de anunciar o Reino de Deus, manifestado em suas palavras, obras, morte e ressurreição, na espera do Reino definitivo ao mundo inteiro e a mensagem chegou até o Sudoeste do Paraná, pela Igreja Diocesana, que há 60 anos evangeliza como diocese erigida em 14 de janeiro de 1958.  Ela é, portanto, discípula missionária do Ressuscitado, enviada pelo Mestre para pregar o Evangelho, como sacramento de salvação oferecida por Deus a todos.

O Pentecostes, do Cenáculo de Jerusalém é o início que se prolonga até os dias atuais, neste Pentecostes de 2018. Este evento dos 60 anos da diocese é um exemplo concreto deste “grandioso dia de luz e dons”. O Espírito Santo é o dom por excelência do Cristo ressuscitado aos seus Apóstolos, à Igreja, à diocese hoje festejada. Ele quer que chegue a todos. É o Espírito Paráclito, o “consolador/defensor”, que dá coragem de levar o Evangelho pelos caminhos e comunidades do Sudoeste do Paraná como tem sido desde a criação desta Igreja Particular de Palmas – Francisco Beltrão.

Dom Edgar Ertl

 

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