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Paraná busca acelerar trâmites para reconhecimento de área livre da aftosa sem vacinação

por Guilherme Zimermann em 24 de julho de 2018 10:32
por Guilherme Zimermann em 24 de julho de 2018 10:32
Esta matéria utiliza fontes de: FAEP

A Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná) solicitou ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a realização de uma auditoria, visando a suspensão da vacinação e o reconhecimento do Paraná como Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação.

No último mês de janeiro, profissionais do Ministério avaliaram os programas, estrutura, capacidades técnica, financeira e administrativa do nosso serviço de vigilância da sanidade agropecuária. O objetivo foi verificar se o Estado reúne condições de obter este novo status sanitário e depois mantê-lo adequadamente.

De acordo com o Mapa, o serviço sanitário paranaense atende à todas as normas, estando em estágio avançado, comparado a outros estados brasileiros. Essa condição reforça o pleito do Estado de antecipar o cronograma para se tornar Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação em 2020, obtendo este reconhecimento junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) em 2021.

O Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa (PNEFA) do Mapa, dividiu o Brasil em cinco blocos regionais para a retirada gradual da vacina. O Paraná inicialmente integra o Bloco V, junto com o Rio Grande do Sul, Santa Catarina (que já é área livre de febre aftosa sem vacinação), Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Ocorre que este bloco, de acordo com o cronograma estabelecido pelo PNEFA, só se tornaria livre da vacinação em 2023, prazo considerado muito distante pelos pecuaristas do Paraná.

Além disso, existem diferenças de visão estratégica entre os Estados. Enquanto Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul têm seu grande potencial econômico na produção de aves e suínos, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul possuem foco na produção de bovinos. Por conta disso, pode haver diferentes interesses em investir na busca deste novo status sanitário.

Dessa forma, entende-se que aguardar que todo Bloco V se estruture para retirar a vacina não é estratégico para os produtores paranaenses, uma vez que o Estado já tem todas as condições técnicas para isso. Assim, o pleito do Paraná é que o Estado siga, de forma independente, o mesmo cronograma do Bloco I, que seria reconhecido como área livre da doença sem vacinação em 2021.

 

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